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Fitocanabinoides: os canabinoides que vêm da planta

Still life with a Cibdol product introducing What Are Phytocannabinoids?
Cibdol · Fitocanabinoides: os canabinoides que vêm da planta

Definition

Fitocanabinoides são os canabinoides que se formam nas plantas, e a lista inclui CBD, THC, CBG, CBC, CBN e THCV. Os endocanabinoides, como a anandamida e o 2-AG, são fabricados pelo próprio organismo, enquanto os canabinoides sintéticos saem de laboratórios. A separação dos três grupos faz-se pela origem de cada molécula, e não pelo carácter que se lhe atribui.

Uns formam-se numa planta. Outros formam-se dentro do corpo humano. A palavra canabinoide cobre os dois casos, e é exatamente aí que a leitura se atrapalha. O prefixo «fito» resolve metade do problema, porque aponta para a origem vegetal antes de qualquer outra coisa.

A palavra fitocanabinoide em onze registos

  1. Fitocanabinoide designa um canabinoide formado numa planta, e nomes como CBD, THC, CBG, CBC, CBN ou THCV entram todos nesta primeira lista, sem qualquer ordem de importância entre eles.
  2. A arrumação da família segue a origem de cada molécula, e não a personalidade que lhe é atribuída na conversa comum: planta, organismo, laboratório, três portas distintas.
  3. Os endocanabinoides são produzidos pelo próprio corpo, e a anandamida com o 2-AG são os dois exemplos que aparecem sempre citados quando se descreve este lado interno.
  4. Os canabinoides sintéticos saem de laboratórios, entre compostos de investigação e análogos farmacêuticos, e não de um extrato vegetal.
  5. A revisão de ElSohly e Slade, de 2005, catalogou em detalhe os constituintes químicos da planta, num levantamento que continua a servir de referência [1].
  6. Nesse mesmo catálogo, a mistura descrita mostra-se bastante mais ampla do que os dois compostos que se tornaram conhecidos fora da química [1].
  7. O ácido canabigerólico, escrito CBGa, é apontado como o ponto de ramificação de toda a família de canabinoides da planta [2].
  8. No trabalho de Fellermeier e Zenk, de 1998, uma enzima do cânhamo transferiu um grupo prenilo para o olivetolato e formou esse ácido, descrito como precursor do tetrahidrocanabinol [2].
  9. O sistema endocanabinóide reúne recetores e mensageiros internos, sendo a anandamida e o 2-AG os dois mensageiros mais estudados desse conjunto [3].
  10. Os terpenos, como o beta-cariofileno, pertencem a outra classe química e ocupam colunas próprias nos mesmos relatórios de análise.
  11. Nenhum dos três termos é sinónimo dos outros, e a maior parte da confusão vem de uma só palavra servir origens tão diferentes.

Três origens, uma palavra

GrupoOnde se formaNomes na literaturaNota de leitura
FitocanabinoidesNa planta, pela ação de enzimas que trabalham sobre um precursor comum [2].CBD, THC, CBG, CBC, CBN, THCVA origem vegetal é o único critério que define este grupo. O que distingue cada molécula em termos químicos fica descrito em fichas próprias, e não altera a arrumação por proveniência.
EndocanabinoidesNo próprio organismo, que os produz sem qualquer contribuição da planta.Anandamida, 2-AGA anandamida foi isolada de tecido cerebral e ligava-se ao recetor canabinoide, no relato de Devane e colegas, de 1992, onde o nome aparece pela primeira vez [3].
Canabinoides sintéticosEm laboratórios, dentro de programas de investigação.Compostos de investigação, análogos farmacêuticosFicam fora do catálogo de qualquer extrato vegetal. Entram nesta tabela só para fechar a terceira porta da mesma palavra, que de outro modo fica em aberto.
Ácido canabigerólico (CBGa)Na planta, a partir de olivetolato e de um grupo prenilo, com uma enzima do cânhamo [2].CBGaEstá a montante do resto. É o ponto de ramificação de toda a família, o que explica porque não existe uma rota independente para cada canabinoide da lista [2].

Dentro da planta, tudo começa num ácido

A rota é conhecida desde os anos noventa. No trabalho de Fellermeier e Zenk, de 1998, uma enzima extraída do cânhamo transferiu um grupo prenilo para o olivetolato, e o produto dessa reação foi o ácido canabigerólico, descrito como precursor do tetrahidrocanabinol [2]. Vale a pena parar nesta frase antes de avançar. Não há vinte percursos separados, um para cada nome do catálogo. Há uma molécula a montante, o CBGa, apontada como o ponto de ramificação de toda a família [2]. O que muda depois é o ramo que cada composto segue. Os nomes que chegam ao rótulo, CBD, CBG, CBC, CBN, são a parte visível de uma decisão química que acontece muito antes, ao nível da enzima.

O catálogo químico reunido em 2005

A revisão de ElSohly e Slade, de 2005, fez o inventário: os constituintes químicos da planta ficaram catalogados em detalhe, e a mistura descrita é claramente mais ampla do que os dois compostos que ficaram conhecidos fora dos laboratórios [1]. É um dado com anos, e continua a ser o mais útil para quem lê relatórios. Quando um extrato é descrito como de espectro completo, a coluna dos canabinoides costuma ter mais do que uma linha preenchida. Os terpenos entram noutra coluna do mesmo documento, com nomes que nada têm a ver com os canabinoides.

1992, e o dia em que o corpo entrou na lista

A ordem histórica explica o vocabulário. Em 1992, Devane e colegas isolaram um constituinte do tecido cerebral que se ligava ao recetor canabinoide, e chamaram-lhe anandamida [3]. Não vinha de uma planta. Vinha de dentro. A partir desse ponto, a mesma raiz passou a servir duas coisas diferentes, e o prefixo tornou-se necessário: «fito» para o que a planta faz, «endo» para o que o organismo faz. Quem procura por endocanabinoides, por endocanabinoide o que é ou pelo sistema endocanabinoide humano está, na prática, a chegar a este segundo lado. E o segundo lado não depende de nenhum extrato para existir.

Recetores e mensageiros do próprio organismo

O sistema endocanabinóide descreve-se com duas peças: recetores, e mensageiros internos que se ligam a eles. Dos mensageiros, dois são os mais estudados, a anandamida e o 2-AG [3]. É este par que aparece quase sempre citado em textos sobre a função do sistema endocanabinoide, incluindo os que circulam em pdf entre estudantes. Os recetores canabinoides são a outra metade do vocabulário. Os fitocanabinoides não fazem parte deste conjunto: pertencem à planta, e apenas partilham com ele parte do nome.

Onde o vocabulário se cruza

Pimenta preta, cravinho e lúpulo: o caso do beta-cariofileno

O beta-cariofileno é um terpeno de nota apimentada, presente na pimenta preta, no cravinho e no lúpulo. Quimicamente é um terpeno, não um canabinoide. Ainda assim, liga-se ao recetor CB2, e é por isso que o nome aparece com frequência em textos sobre recetores canabinoides. Serve bem para mostrar uma coisa simples: a classe química de um composto e o local a que ele se liga são duas informações distintas, e uma não substitui a outra. Num relatório de análise, terpenos e canabinoides ocupam listas separadas, mesmo quando saem do mesmo tecido vegetal.

Teor de canabinoides, lote a lote

Fora da química, a pergunta prática é sempre a mesma: quais destes nomes estão realmente no frasco, e em que quantidade. Isso não se decide pela palavra impressa na caixa, decide-se no relatório do lote, onde cada canabinoide detetado tem a sua linha. A Cibdol, que formula e testa canabinoides desde 2014, publica o teor de canabinoides de cada produto de CBD junto com a respetiva análise, quer se trate de óleos, quer de cápsulas de CBD. É a única forma de ligar um termo de química vegetal a um número verificável.

Perguntas frequentes

Fitocanabinoide e canabinoide querem dizer exatamente o mesmo?
Não. Canabinoide é o termo largo, e cobre três origens: a planta, o organismo e o laboratório. Fitocanabinoide restringe o sentido às moléculas formadas na planta, como CBD, THC, CBG, CBC, CBN ou THCV. Anandamida e 2-AG, produzidos pelo corpo, são endocanabinoides, e não fitocanabinoides.
Porque é que o CBGa aparece antes de todos os outros nomes?
Porque está a montante deles. No trabalho de Fellermeier e Zenk, de 1998, uma enzima do cânhamo transferiu um grupo prenilo para o olivetolato e formou ácido canabigerólico, descrito como precursor do tetrahidrocanabinol [2]. O mesmo trabalho aponta o CBGa como ponto de ramificação de toda a família de canabinoides da planta.
Um terpeno como o beta-cariofileno conta como fitocanabinoide?
Não conta. O beta-cariofileno é um terpeno de nota apimentada, com fontes como a pimenta preta, o cravinho e o lúpulo, e pertence a outra classe química. Liga-se ao recetor CB2, o que explica a presença do nome em textos sobre recetores canabinoides, mas num relatório de análise ocupa a lista dos terpenos.

Sobre este artigo

Luke Sholl escreve sobre canabinoides, CBD e os benefícios da natureza num sentido mais amplo desde 2011. O seu percurso inclui experiência direta no cultivo de canábis ao longo de todo o ciclo, da semente à colheita, em

Este artigo wiki foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Luke Sholl, Autor sobre CBD e bem-estar. Supervisão editorial por Joshua Askew.

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Aviso médico. Este conteúdo destina-se apenas a fins informativos e não constitui aconselhamento médico. Consulte um profissional de saúde qualificado antes de utilizar qualquer substância.

Última revisão em 26 de agosto de 2026

Referências (3)

  1. [1]ElSohly, M.A. and Slade, D. (2005). Chemical constituents of marijuana: the complex mixture of natural cannabinoids. DOI: https://doi.org/10.1016/j.lfs.2005.09.011
  2. [2]Fellermeier, M. and Zenk, M.H. (1998). Prenylation of olivetolate by a hemp transferase yields cannabigerolic acid, the precursor of tetrahydrocannabinol. DOI: https://doi.org/10.1016/s0014-5793(98)00450-5
  3. [3]Devane, W.A. et al. (1992). Isolation and structure of a brain constituent that binds to the cannabinoid receptor. DOI: https://doi.org/10.1126/science.1470919

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