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Porque as pessoas usam CBD

CBD, descanso e sono

O sistema endocanabinoide é uma rede de sinalização que acompanha o ritmo diário entre estar acordado e ir abrandando, e a investigação já olhou para o canabidiol dentro dessa rede. Os estudos sobre descanso e sinalização canabinoide são recentes. A Cibdol descreve-os tal como estão.

O ciclo sono-vigília e a sinalização canabinoide

Uma rede de sinalização junta três peças: os recetores canabinoides, as moléculas que o próprio organismo produz e que neles encaixam, e as enzimas responsáveis por as sintetizar e por as eliminar. Os investigadores chamam-lhe sistema endocanabinoide. Um dos recetores é denso no sistema nervoso central; o outro concentra-se em tecidos periféricos e em células imunitárias. Foi essa primeira localização que levou a investigação sobre o ciclo de vigília e sono a interessar-se pela sinalização canabinoide. Ao recetor canabinoide principal, o canabidiol liga-se com pouca afinidade. A sua atividade costuma ser atribuída a outras vias, e essa explicação permanece uma pergunta de investigação em aberto. A Cibdol trabalha com canabinoides desde 2014, tempo suficiente para ver essa explicação reescrita mais do que uma vez. As horas são outro assunto. Uma revisão sistemática de Millar, de 2018, examinou a farmacocinética humana, ou seja, como o canabidiol é absorvido, distribuído e eliminado, e encontrou variações amplas entre pessoas e entre formas de toma. Duas pessoas com o mesmo óleo à mesma hora não partem da mesma curva. Leitura honesta: o mecanismo está desenhado em traços gerais, não em detalhe.

A investigação mostra que o canabidiol é sedativo?

  • Uma série de casos publicada em 2019 numa revista clínica registou o uso de canabidiol em pessoas que chegaram à consulta com sensações de ansiedade e mau descanso. Retrospetiva, sem controlo e sem grupo de comparação: anota o que os clínicos observaram, e não uma relação de causa.
  • Em 2020, uma equipa de revisores percorreu o trabalho pré-clínico e clínico com canabinoides nesta área. A conclusão foi direta: a evidência clínica é limitada e mista, e os estudos existentes divergem demasiado entre si para poderem ser agrupados de forma limpa numa análise conjunta.
  • O canabidiol não é um sedativo no sentido farmacológico, e a literatura de investigação não o classifica assim. Essa mesma literatura também não o coloca do lado contrário, o dos compostos de vigília: não é isso que os estudos mostram. O retrato que se lê é misto.
  • O canabinol, abreviado como CBN, surge sem parar na escrita popular sobre descanso, mas os ensaios humanos controlados feitos especificamente com canabinol continuam raros. Uma revisão de 2021 debruçou-se sobre essa lacuna e descreveu uma base de dados humanos muito fina.
  • A lista de alegações de saúde autorizadas na UE inclui uma entrada para a melatonina, substância que não é um canabinoide. O canabidiol e o canabinol não têm entrada nessa lista. A Cibdol não escreve nada de equivalente para nenhum dos dois e remete para a investigação publicada.

Preliminar significa exatamente isso: em fase inicial, muitas vezes com poucos participantes ou em laboratório, e não uma base para esperar um resultado concreto.

Construir uma rotina de fim de dia

  • A maioria das pessoas toma-o à noite, cerca de uma hora antes de se deitar, e mantém aproximadamente a mesma hora todos os dias.
  • O óleo fica debaixo da língua cerca de um minuto antes de se engolir, que é a forma de utilização prevista para a gama óleo CBD 2.0.
  • A Cibdol tem também uma gama pensada para o fim do dia, formulada para esse momento. Fica ao lado dos óleos, sem os substituir.
  • A percentagem no rótulo indica a concentração, não o tamanho do frasco. Seis concentrações partilham o mesmo frasco conta-gotas de 10 ml, e cada lote tem certificado de análise publicado.

Estudos e regulamentação por trás desta página

  1. Shannon (2019). Série de casos retrospetiva e sem grupo de controlo. doi:10.7812/tpp/18-041
  2. Suraev (2020). Revisão sistemática de trabalho pré-clínico e clínico com canabinoides. doi:10.1016/j.smrv.2020.101339
  3. Corroon (2021). Revisão sobre a escassez de evidência humana controlada acerca do canabinol. doi:10.1089/can.2021.0006
  4. Millar (2018). Revisão sistemática da farmacocinética humana do canabidiol. doi:10.3389/fphar.2018.01365
  5. Regulamento (UE) n.º 432/2012 da Comissão. Lista da UE de alegações de saúde autorizadas, onde consta a entrada relativa à melatonina.

Citado para que possa consultar a literatura original. A menção não é prova de um efeito.

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Perguntas sobre este tema

O que dizem os estudos sobre canabidiol e sono?

Dois trabalhos carregam quase todo o peso. Uma série de casos retrospetiva, de 2019, registou o uso de canabidiol em pessoas que chegaram à consulta com sensações de ansiedade e mau descanso, sem controlo e sem grupo de comparação. Em 2020, uma revisão sistemática percorreu a literatura mais ampla sobre canabinoides e concluiu que a evidência clínica se mantém limitada e mista. Nenhum dos dois foi desenhado para mostrar causa. Por outras palavras: é cedo.

O canabidiol é considerado um sedativo na investigação?

Não. O canabidiol não é um sedativo no sentido farmacológico, e a literatura de investigação não o descreve assim. Também não o coloca do lado oposto, o dos compostos de vigília, porque os estudos não mostraram isso. As respostas variam muito de pessoa para pessoa: uma revisão sistemática de Millar, de 2018, descreveu diferenças amplas na forma como o canabidiol é absorvido e eliminado no corpo humano. Vale manter as expectativas modestas.

CBD ou melatonina: em que é que diferem?

A melatonina é uma substância diferente de qualquer canabinoide, e a lista de alegações de saúde autorizadas na UE tem uma entrada para ela. O canabidiol não tem entrada nessa lista, pelo que a Cibdol não escreve nada de equivalente para os seus óleos. Comparar as duas coisas é, na prática, comparar duas substâncias assentes em bases de evidência muito diferentes, com literaturas de tamanhos muito diferentes. Convém saber isso antes de comprar.

Já existem estudos sobre o CBN e o descanso?

Poucos. O canabinol, ou CBN, aparece com frequência na escrita popular, mas uma revisão de 2021 analisou os ensaios humanos controlados e encontrou muito pouca coisa. Existe trabalho pré-clínico, sim. Sobre canabinol e descanso, os dados em humanos são finos, foi isso que os revisores descreveram, e é por esse motivo que a Cibdol fala do CBN como um canabinoide menos estudado, e não como algo demonstrado.

A que horas do fim do dia é que se toma o óleo CBD?

A maioria toma-o à noite, cerca de uma hora antes de se deitar, e mantém a hora estável de um dia para o outro. Debaixo da língua, cerca de um minuto, e depois engole-se. Há quem prefira mais cedo, logo depois do jantar. Não existe uma hora certa única, e a regularidade conta mais do que a precisão do relógio. A gama óleo CBD 2.0 é feita para essa utilização sublingual.

Que concentração escolher para uma rotina de fim de dia?

Concentração e quantidade são coisas diferentes. A percentagem impressa no rótulo diz o quão concentrado está o óleo, não quanto vem dentro do frasco, e as seis concentrações do óleo CBD 2.0 chegam todas no mesmo frasco conta-gotas de 10 ml. A Cibdol tem também uma gama pensada para o fim do dia, ao lado dos óleos. Quando há medicação prescrita, o passo habitual é falar com o médico antes de juntar algo novo.

Como se confirma o que está dentro do frasco?

A análise de cada lote fica a cargo de um laboratório externo, e o respetivo certificado é publicado, pelo que o teor de canabinoides pode ser verificado em vez de aceite de boa-fé. Os produtos da Cibdol mantêm-se dentro dos limites legais de THC. No rótulo, a percentagem descreve a concentração do óleo; o COA descreve aquilo que a análise encontrou naquele lote em concreto. Esse é o padrão da casa desde 2014.

Uma palavra sobre alegações

Milhões de pessoas não podem estar enganadas!

Escrevemos com cuidado porque a legislação da UE só permite alegações de saúde avaliadas e autorizadas por um regulador. No caso do CBD, isso não aconteceu. Por isso descrevemos o que está a ser investigado e ficamos por aí.

Parte disso poderá ser placebo? Provavelmente sim: os efeitos placebo são mais fortes em aspetos subjetivos como conforto, descanso e humor.

Mas milhões de europeus usam CBD ano após ano, e raramente se continua a comprar algo que não faz nada. Não é prova: também não é nada.

A nossa promessa: um certificado de análise para cada lote e uma palavra honesta sempre que as evidências forem escassas.