CBD, explicado e mapeado
Canabidiol, abreviado para CBD, é um dos muitos canabinoides que o cânhamo produz, e não é intoxicante. A estrutura da molécula foi determinada em 1940. O primeiro recetor canabinoide só foi clonado e descrito em 1990, e é ao lado desse sistema que o canabidiol é hoje estudado.
1940, 1990, 1992. Três datas publicadas explicam o canabidiol melhor do que qualquer definição de uma linha. CBD é a forma curta de canabidiol, um dos muitos compostos que o cânhamo produz: um composto da planta, não uma marca nem um formato. O cânhamo faz uma família inteira de canabinoides, e o canabidiol é o único que quase todos sabem nomear. Quem preferir ver a prateleira antes da ciência encontra as seis concentrações do óleo CBD 2.0 na página do óleo CBD, porque é aí que vive a escada de concentrações.
O canabidiol em três datas publicadas
| Ano | O que foi publicado |
|---|---|
| 1940 | Adams e colegas determinaram a estrutura do canabidiol[1]. Os químicos conheciam a forma da molécula muito antes de alguém poder dizer com o que ela se encontrava no corpo. |
| 1990 | Matsuda e colegas clonaram e descreveram o primeiro recetor canabinoide[2]. É a partir daqui que os recetores canabinoides passam a ter nome na literatura. |
| 1992 | Devane e colegas isolaram o primeiro composto produzido pelo próprio corpo que se liga a esse recetor[3], o primeiro dos endocanabinoides a ser identificado. |
| Hoje | Uma molécula descrita em 1940 é discutida ao lado de um sistema descrito em 1990 e em 1992. O artigo da wiki sobre o sistema endocanabinoide percorre os recetores um a um, para quem quiser a ordem inteira. |
O frasco não muda de tamanho ao subir a escada
| Concentração | CBD num frasco de 10 ml |
|---|---|
| 5% | 500 mg |
| 10% | 1000 mg |
| 15% | 1500 mg |
| 20% | 2000 mg |
| 30% | 3000 mg |
| 40% | 4000 mg |
| Recipiente | Idêntico nas seis: o mesmo frasco conta-gotas de 10 ml. O número do rótulo diz a concentração de canabidiol, não o volume que está lá dentro. |
| Verificação | Cada lote tem certificado de análise publicado com o teor de canabinoides medido, incluindo THC, além das verificações de pureza. O número da caixa pode assim ser lido contra o número do laboratório. |
Que formato quer ter na mão?
Escolha pelo objeto, não pela categoria. Um frasco, uma cápsula, um creme, uma goma. Esta parte da página é navegação: cada linha diz o que está em cada prateleira e leva até lá. As concentrações e os formatos são especificações do catálogo, e o catálogo inteiro está ligado a partir daqui.
- O óleo CBD 2.0 tem seis concentrações, de 5% a 40%, todas em frasco conta-gotas de 10 ml. Os mesmos seis óleos aparecem na página do formato conta-gotas, útil para quem navega por formato em vez de percorrer a escada.
- As cápsulas CBD 2.0 cobrem seis concentrações em softgels, sem conta-gotas.
- O CBD formulado em creme está na página do creme CBD. Todas as formulações tópicas juntas estão na página de cuidado da pele, que é o caminho mais curto para as ver de uma vez.
- A gama Sono tem página própria, porque a Cibdol mantém essas formulações num sítio só.
- O óleo CBG é formulado em torno do canabigerol e o óleo CBN em torno do canabinol. O cânhamo produz os dois em quantidades menores do que o canabidiol.
- As gomas CBD põem o CBD em formato de goma. Se nenhum destes for o ponto de partida certo, o catálogo completo lista todos os formatos juntos, incluindo a prateleira sem CBD.
A conversa pública cresceu mais depressa do que os dados
Millar e colegas publicaram em 2018 uma revisão sistemática da farmacocinética do canabidiol em humanos e relataram dados disponíveis limitados e muito variáveis, com diferenças largas entre estudos na forma como o canabidiol foi administrado e medido[4]. Iffland e Grotenhermen reviram em 2017 a literatura de segurança em humanos, descreveram o que tinha sido examinado até então e indicaram as lacunas que a literatura ainda não tinha fechado[5]. As duas revisões apontam no mesmo sentido. Para um composto de planta, o canabidiol está bem estudado. Ao lado do volume de discussão pública, está pouco estudado.
Quem publica também conta. A Cibdol, de origem suíça, trabalha com canabinoides desde 2014 e tem as operações em Schijndel, e a análise não fica em casa: os lotes vão para laboratórios independentes e os certificados ficam públicos. Estas páginas são escritas pela equipa editorial da Cibdol e revistas antes de irem para o ar. Isso não fecha as perguntas científicas. Torna o rótulo verificável, que é outra coisa, e mais útil no dia a dia.
- Cada certificado de análise lista o teor de canabinoides medido, incluindo THC, além das verificações de pureza. Estão publicados na página de certificações, para quem quiser ler o lote antes de comprar.
- A leitura longa, estudo por estudo, está na wiki, que é onde as entradas científicas ficam arquivadas.
- A comparação lado a lado das duas moléculas está na entrada sobre CBD, THC e os canabinoides menos estudados, e o THC nos seus próprios termos está na entrada sobre THC.
- O que fica num extrato de espectro completo, com canabinoides secundários como CBG, CBC, CBN e CBDa, além dos terpenos da planta, está descrito na entrada sobre óleo CBD de espectro completo.
Perguntas rápidas sobre CBD
Afinal, o que é o canabidiol?
Canabidiol é uma molécula da planta, não uma marca nem um formato. CBD é a abreviatura de uso diário, e é o canabinoide que mais gente sabe nomear entre os muitos que o cânhamo produz. Adams e colegas determinaram a estrutura em 1940. Num rótulo, CBD aparece quase sempre ao lado de uma percentagem, e essa percentagem descreve a concentração de canabidiol naquele óleo em concreto, nada mais.
Porque é que o CBD não faz o que o THC faz?
Porque são moléculas diferentes, apesar de virem da mesma planta. O THC é o canabinoide que os investigadores descrevem como intoxicante, e o canabidiol não é intoxicante. O cânhamo cultivado para CBD na UE cresce dentro dos limites legais de THC, e esse ponto não fica por palavra dada: cada lote da Cibdol é analisado por um laboratório independente e o teor de THC medido consta do certificado de análise.
Começar por 5% ou por 40%?
A escada tem seis degraus: 5%, 10%, 15%, 20%, 30% e 40%. Em números absolutos, isso vai de 500 mg até 4000 mg de CBD, sempre no mesmo frasco de 10 ml. São especificações, e uma especificação não é um conselho. A percentagem descreve concentração e o recipiente é igual nos seis. Quem compara marcas olha para a quantidade de canabidiol por frasco e para o certificado do lote, porque é aí que o número da caixa se confirma.
Como confirmar que um lote foi analisado?
Pedindo o certificado de análise e lendo-o até ao fim. Cada lote da Cibdol vai para um laboratório independente, e o certificado lista o teor de canabinoides medido, incluindo THC, além das verificações de pureza. Esses certificados estão publicados na página de certificações. Quando não existe relatório para o lote que está à frente de quem compra, o número impresso no rótulo é apenas uma afirmação. É a diferença entre um valor medido e um valor prometido.
Espectro completo: o que fica no extrato?
Num extrato de espectro completo mantém-se o conjunto mais largo de compostos que o cânhamo produz ao lado do canabidiol, com canabinoides menos estudados como CBG, CBC, CBN e CBDa, além dos terpenos da planta, em vez de isolar só o CBD. O óleo CBD 2.0 da Cibdol é de espectro completo, e o perfil medido aparece no certificado de cada lote, canabinoide a canabinoide. A entrada da wiki desenvolve o tema com mais detalhe.
Em que ponto o CBD e o THC se separam?
Na forma como os investigadores os descrevem. Ambos são canabinoides da mesma planta e não são intercambiáveis: o THC é descrito como intoxicante, o canabidiol não. O cânhamo cultivado para CBD na UE cresce dentro dos limites legais de THC, e o certificado de cada lote indica o teor de THC medido naquela produção. Para a química em vez do resumo, a entrada da wiki sobre THC separa as duas moléculas passo a passo.
Referências
- Adams (1940). Journal of the American Chemical Society. doi:10.1021/ja01858a058
- Matsuda (1990). Nature. doi:10.1038/346561a0
- Devane (1992). Science. doi:10.1126/science.1470919
- Millar (2018). Frontiers in Pharmacology. doi:10.3389/fphar.2018.01365
- Iffland e Grotenhermen (2017). Cannabis and Cannabinoid Research. doi:10.1089/can.2016.0034

















