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Porque as pessoas usam CBD

CBD, tensão do dia a dia e sensações de ansiedade

A tensão do dia a dia faz parte da vida normal e não é algo que um médico diagnostique. O sistema endocanabinóide é uma das redes de sinalização que os investigadores estudam quando olham para a forma como o corpo lida com pressão, e o canabidiol já foi examinado nessa literatura.

Do sistema endocanabinóide à sinalização da serotonina

Primeiro, a mecânica. O sistema endocanabinóide é uma rede de sinalização: recetores canabinóides, compostos que o próprio corpo produz e que se ligam a esses recetores, além das enzimas que os constroem e os eliminam. Um dos recetores aparece em grande densidade no sistema nervoso central; o outro sobretudo em tecidos periféricos e em células do sistema imunitário. Devane e colegas identificaram, em 1992, o primeiro desses compostos endógenos, e é aí que esta área de investigação arranca. O canabidiol encaixa mal no recetor canabinóide principal, com baixa afinidade de ligação direta, por isso os investigadores foram procurar outras vias. Trabalho de laboratório publicado por Russo em 2005 descreveu o canabidiol como agonista de um subtipo de recetor de serotonina, e é essa descoberta que faz a sinalização da serotonina voltar sempre às revisões sobre canabidiol e sensações de ansiedade. Blessing e colegas percorreram essa literatura em 2015 e classificaram a evidência humana como preliminar. O mecanismo continua uma pergunta aberta. A Cibdol trabalha com canabinóides desde 2014, e este é um dos pontos onde ainda dizemos que não sabemos.

A investigação humana testou poucas pessoas por poucas horas

  • Trabalho de laboratório descrito por Russo em 2005 identificou o canabidiol como agonista de um subtipo de recetor de serotonina. É bancada, não é ensaio em pessoas, mas foi esse resultado que deu à área um caminho para explicar aquilo que se ia observando nas experiências seguintes.
  • O canabidiol tem baixa afinidade de ligação direta ao recetor canabinóide principal, aquele que é denso no sistema nervoso central. Foi por isso que a atenção dos investigadores passou para a sinalização da serotonina e para outras vias, e é por isso que o mecanismo continua uma pergunta aberta.
  • Uma revisão publicada em 2015 por Blessing e colegas percorreu o trabalho pré-clínico e clínico sobre canabidiol e sensações de ansiedade. Os revisores descreveram a evidência humana como preliminar, e isso resume com honestidade o ponto em que a literatura estava naquele momento.
  • Bergamaschi e colegas publicaram em 2011 um estudo que mediu participantes durante um teste simulado de falar em público, um modelo de laboratório de tensão passageira. O grupo era pequeno e a sessão foi única, por isso um modelo de laboratório não equivale ao dia a dia de ninguém.
  • Quase toda a investigação em pessoas nesta área é pequena, curta e feita em contexto de laboratório, com participantes medidos ao longo de horas e não de meses. Millar e colegas publicaram em 2018 uma revisão sistemática sobre a forma como o canabidiol é absorvido e eliminado no corpo humano.

Preliminar significa exatamente isso: em fase inicial, muitas vezes com poucos participantes ou em laboratório, e não uma base para esperar um resultado concreto.

Um ponto fixo na rotina do dia

  • Há quem o tome de manhã e há quem prefira o fim do dia, sempre no mesmo ponto de uma rotina que já existe antes.
  • A gama óleo CBD 2.0 tem seis concentrações, todas em frasco conta-gotas de 10 ml, e a percentagem no rótulo descreve concentração, não o tamanho do frasco.
  • O óleo vai debaixo da língua e fica ali um momento antes de engolir. É assim que a maioria das pessoas o toma.
  • Cada lote passa por um laboratório independente e o respetivo certificado de análise é publicado, por isso o rótulo pode ser confrontado com a análise.

Estudos referidos nesta página

  1. Russo (2005). Trabalho de laboratório sobre o canabidiol num subtipo de recetor de serotonina. doi:10.1007/s11064-005-6978-1
  2. Blessing (2015). Revisão do trabalho pré-clínico e clínico nesta área. doi:10.1007/s13311-015-0387-1
  3. Bergamaschi (2011). Estudo pequeno com um modelo simulado de falar em público. doi:10.1038/npp.2011.6
  4. Devane (1992). Identificação do primeiro canabinóide produzido pelo próprio corpo. doi:10.1126/science.1470919
  5. Millar (2018). Revisão sistemática da farmacocinética humana. doi:10.3389/fphar.2018.01365

Citado para que possa consultar a literatura original. A menção não é prova de um efeito.

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Perguntas sobre este tema

O que é que a investigação já analisou sobre CBD e nervosismo do dia a dia?

Trabalho de laboratório e trabalho em pessoas, quase sempre com poucos participantes. Blessing e colegas revisitaram em 2015 a investigação pré-clínica e clínica sobre canabidiol e sensações de ansiedade, e descreveram o lado humano como preliminar. Antes disso, em 2005, Russo tinha relatado em bancada atividade num subtipo de recetor de serotonina. Os estudos em pessoas continuam pequenos e de duração curta, segundo a leitura dos próprios revisores, e é isso que a literatura mostra até agora.

De onde vem a ligação entre CBD e serotonina?

De um artigo de 2005. Russo relatou, em laboratório, que o canabidiol funciona como agonista de um subtipo de recetor de serotonina, e é essa a razão pela qual a sinalização da serotonina reaparece nas revisões posteriores. Só que não é o quadro completo. O canabidiol tem baixa afinidade de ligação direta ao recetor canabinóide principal, por isso os investigadores mantêm em estudo várias vias diferentes, sem uma resposta fechada.

Muita gente pergunta por CBD antes de falar em público. O que foi medido nesse estudo?

Bergamaschi e colegas publicaram em 2011 um estudo pequeno que mediu participantes durante um teste simulado de falar em público. Os investigadores recorrem a esse modelo porque produz tensão passageira a pedido, dentro de uma sala controlada. Grupo pequeno, uma única sessão, ambiente de laboratório. Vale como investigação, e fica a boa distância de uma apresentação numa segunda-feira de manhã no trabalho. Foi por isso que os autores foram cautelosos na leitura dos resultados.

Como se escolhe entre as seis concentrações?

A gama óleo CBD 2.0 tem seis concentrações, cada uma em frasco de 10 ml. A percentagem impressa no rótulo diz respeito à concentração, não à quantidade de líquido lá dentro. Qual delas acaba na prateleira de cada pessoa é matéria de preferência e de hábito, e uma percentagem mais alta é uma especificação, não uma sugestão. Cada lote traz o seu certificado de análise publicado, que pode ser consultado antes da compra.

Como sei o que está realmente dentro do frasco?

Pelo certificado de análise. Cada lote é analisado por um laboratório independente antes de chegar à prateleira, e esse certificado fica publicado, com o teor de canabinóides do lote em questão. CBD e THC são compostos diferentes, e o certificado indica os valores de ambos, dentro dos limites legais aplicáveis na UE. Assim o rótulo pode ser confrontado com a análise, em vez de ser aceite por confiança.

Em que ponto está a evidência em pessoas?

No início, para ser franco. A maior parte da investigação em pessoas é pequena, curta e feita em contexto de laboratório, com participantes medidos ao longo de horas. Blessing e colegas chamaram preliminar à evidência humana na revisão de 2015, e Millar e colegas precisaram de uma revisão sistemática em 2018 para juntar os dados de farmacocinética humana. Nascida na Suíça, a Cibdol acompanha esta literatura desde os tempos em que ela caberia toda numa pasta.

Uma palavra sobre alegações

Milhões de pessoas não podem estar enganadas!

Escrevemos com cuidado porque a legislação da UE só permite alegações de saúde avaliadas e autorizadas por um regulador. No caso do CBD, isso não aconteceu. Por isso descrevemos o que está a ser investigado e ficamos por aí.

Parte disso poderá ser placebo? Provavelmente sim: os efeitos placebo são mais fortes em aspetos subjetivos como conforto, descanso e humor.

Mas milhões de europeus usam CBD ano após ano, e raramente se continua a comprar algo que não faz nada. Não é prova: também não é nada.

A nossa promessa: um certificado de análise para cada lote e uma palavra honesta sempre que as evidências forem escassas.