Terpenos em quadro: cheiro, temperatura, planta de origem

Definition
Um quadro de terpenos junta numa vista única os compostos de aroma que uma análise de laboratório nomeia. Cada linha liga esse nome químico a um cheiro descrito em palavras, a um ponto de ebulição aproximado e a plantas onde o composto ocorre em quantidade. São oito terpenos, dos que aparecem descritos com mais frequência em cânhamo e canábis.
Porque é que oito nomes cabem na mesma folha?
Porque um quadro de terpenos faz uma coisa só: junta compostos de aroma numa vista única. À esquerda entra o nome que sai de uma análise de laboratório, aquele que ninguém diz em voz alta. À direita, três dados reconhecíveis: um cheiro, uma temperatura, uma planta. É uma tradução de nomenclatura, e nada além disso.
Os nomes chegam aqui por um caminho concreto. Nos extratos de cânhamo de espectro completo, parte da fração aromática fica retida ao lado dos canabinoides, razão pela qual os nomes de terpenos entram nas conversas sobre óleo de CBD. Este quadro cobre oito terpenos, dos que aparecem descritos com mais frequência em cânhamo e canábis. Quatro colunas, nenhuma delas a afirmar o que um terpeno faz.
Os pontos de ebulição são valores aproximados de literatura, arredondados, e as fontes publicadas não coincidem num número único. Vale a pena dizê-lo antes de mostrar qualquer tabela, porque muda a maneira de a ler. Uma linha é um registo curto, não um retrato.
- o nome do terpeno, tal como surge escrito num relatório de análise
- o descritor de cheiro, em palavras, sem qualquer valor medido
- o ponto de ebulição aproximado, referido ao composto puro e isolado
- as plantas onde o composto ocorre em quantidade, incluindo as mais familiares da cozinha ou do jardim
- o que fica fora das colunas: o que o composto faz no organismo, questão separada e bem menos assente
Do nome químico ao número físico
Cada coluna tem uma natureza diferente, e separá-las poupa mal-entendidos. O nome do terpeno é uma identidade química: designa uma molécula. O ponto de ebulição é uma propriedade física, e refere-se ao composto puro, isolado, fora de qualquer extrato. Duas grandezas que não se somam nem se explicam uma à outra.
Na planta, nada disto aparece sozinho. Os terpenos surgem em mistura, no meio de dezenas de compostos voláteis, e é essa mistura que se sente ao aproximar o nariz do material vegetal. O número da terceira coluna descreve o composto isolado, não a mistura.
Há também valores que não entram na mesma régua. O humuleno aparece indicado com 106-107 °C, e a nota ao lado é parte do dado: valor aproximado, que não corresponde a um ponto de ebulição à pressão ambiente comparável com os restantes da coluna. Alinhar os oito números como se formassem uma escala contínua é comparar medições feitas de maneiras diferentes.
A coluna das fontes repete-se, e está certa assim
O mesmo terpeno ocorre em plantas sem qualquer parentesco entre si. Quando a coluna da direita mostra sobreposições, não é descuido de compilação: um terpeno é uma molécula, não uma impressão digital de espécie. Daí não existir uma linha por planta, nem uma planta por linha. O quadro organiza compostos, e as plantas entram apenas como referência de reconhecimento, para dar contexto ao nome.
Quatro entradas e as notas que as acompanham
| Entrada | Natureza do dado | Nota de leitura |
|---|---|---|
| Nome do terpeno | Identidade química da molécula, tal como consta num relatório de análise | Designa um composto, não um perfil de planta nem uma variedade |
| Aroma | Descritor de odor escrito em palavras | Não é medição; serve para reconhecer o cheiro, não para o quantificar |
| Ponto de ebulição | Propriedade física do composto puro, isolado | Valor de literatura aproximado e arredondado, com diferenças entre fontes publicadas |
| Fontes vegetais | Plantas em que o composto ocorre em quantidade | A repetição de plantas entre linhas é esperada, e não um erro de compilação |
| Humuleno, 106-107 °C | Indicação aproximada de temperatura | Não corresponde a um ponto de ebulição à pressão ambiente comparável com os outros números da coluna |
| Mirceno | Terpeno descrito como dominante em muitas variedades de canábis e cânhamo | Apontado como o terpenoide mais prevalente na planta na revisão de Russo, de 2011 [1], com variação considerável de planta para planta |
| Nerolidol, beta-cariofileno | Moléculas mais pesadas do conjunto | Permanência mais longa no material, ao contrário dos compostos de ponto de ebulição mais baixo |
| Extrato completo | Mistura de terpenos entre dezenas de compostos voláteis | Nenhuma linha do quadro descreve a mistura; cada linha descreve um composto |
Volatilidade, arredondamento e fontes que divergem
A temperatura está na folha por um motivo simples: os terpenos são voláteis. O cheiro de um material aromático muda com o manuseamento, e a coluna dos graus é a pista mais direta para entender porquê. Números baixos indicam compostos que se perdem mais depressa na secagem, no aquecimento, na extração.
Do outro lado da coluna estão as moléculas mais pesadas. O nerolidol e o beta-cariofileno permanecem mais tempo, e por isso continuam a aparecer em análises de material que já passou por calor. É uma diferença de física, não de importância.
Depois há a questão dos números que não batem. Quem consultar dois quadros diferentes vai encontrar valores distintos para o mesmo composto, e ambos podem estar corretos: cada temperatura publicada corresponde a uma gama aproximada, arredondada, medida em condições que nem sempre vêm escritas ao lado. Ler um valor como se fosse uma constante exata acrescenta uma precisão que a fonte não tem.
- valores de literatura aproximados, arredondados, com diferenças entre publicações
- o número descreve o composto puro e isolado, não a mistura presente num extrato
- pontos de ebulição mais baixos: perda mais fácil ao secar, aquecer ou extrair
- nerolidol e beta-cariofileno: moléculas mais pesadas, permanência mais longa
- 106-107 °C do humuleno: indicação aproximada, fora da comparação direta com a coluna
- o mesmo composto pode surgir com temperaturas diferentes em quadros diferentes
Vocabulário vizinho, fora das colunas
Quem chega a um quadro destes costuma vir de outra pesquisa. Termos como sistema endocanabinóide, endocanabinoides ou receptores canabinóides aparecem na mesma caixa de pesquisa que os terpenos, embora descrevam outro campo: recetores e moléculas do próprio organismo, matéria de entradas próprias. O quadro fica do lado da química de aroma, e é aí que a sua utilidade acaba.
Há uma pergunta em aberto que costuma vir a seguir. A revisão de Russo, de 2011, propôs que a interação entre terpenoides e canabinoides da canábis merecia investigação, e nomeou o mirceno como o terpenoide mais prevalente na planta [1]. Mantém-se como hipótese em discussão, não como resultado assente, com argumentos dos dois lados reunidos numa entrada separada.
Para quem quer o passo anterior a este quadro, uma visão geral sobre o que são os terpenos cobre a química do grupo, a forma como se formam na planta e o modo como se medem em laboratório. Depois disso, uma linha de tabela lê-se melhor.
- introdução ao grupo: química, formação na planta e medição laboratorial
- a proposta de 2011 sobre terpenoides e canabinoides, com o estado atual da discussão [1]
- sistema endocanabinóide no ser humano: recetores e moléculas do organismo, campo distinto do aroma
- variação individual: plantas da mesma origem com perfis de terpenos diferentes
- relatórios de análise de lote, onde os nomes das colunas aparecem aplicados a material concreto
Perguntas frequentes
4 perguntasQuantos terpenos entram neste quadro?
O valor de 106-107 °C do humuleno serve para comparar com as outras linhas?
O mirceno ocorre sempre na mesma quantidade?
Porque é que nomes de terpenos surgem numa conversa sobre óleo de CBD?
Sobre este artigo
Luke Sholl escreve sobre canabinoides, CBD e os benefícios da natureza num sentido mais amplo desde 2011. O seu percurso inclui experiência direta no cultivo de canábis ao longo de todo o ciclo, da semente à colheita, em
Este artigo wiki foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Luke Sholl, Autor sobre CBD e bem-estar. Supervisão editorial por Joshua Askew.
Aviso médico. Este conteúdo destina-se apenas a fins informativos e não constitui aconselhamento médico. Consulte um profissional de saúde qualificado antes de utilizar qualquer substância.
Última revisão em 26 de agosto de 2026
Referências (1)
- [1]Russo, E. B. (2011). Taming THC: potential cannabis synergy and phytocannabinoid-terpenoid entourage effects. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1476-5381.2011.01238.x
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